sexta-feira, 18 de março de 2016

Capítulo 1


“Nem sempre a vida segue como planejamos”, ouvia com frequência. "Quando você for adulto vai entender."
Crescer parecia ser uma tarefa bem difícil. Não tinha pretensões de encarar esta nova fase como o fardo que faziam parecer, e apesar de suas próprias aventuras se resumirem às histórias que ouvira dos outros durante a infância, caberia somente a ele torna-las uma experiência incrível.
O embalo havia sido forte o bastante para acordar um garoto que descansava a cabeça em uma das paredes do vagão. Os trilhos enferrujados seguiam seu caminho contínuo pelos quais a locomotiva de ferro era conduzida, era por volta das sete da manhã e todos repousavam em profundo silêncio. Enquanto os passageiros ali presentes aguardavam a chegada do trem ao seu destino, Ralph ainda fantasiava. A mente estava perdida em cenas que passavam depressa na janela, abriu o vidro, respirou fundo e fechou os olhos. Ainda não tinha certeza se teria consciência e maturidade o suficiente para assumir as responsabilidades que batiam à sua porta, mas estava disposto a tentar. Passou a mão sobre seu rosto e esfregou os olhos, cruzando os braços de modo inseguro. Fazia um bom tempo que estava sentado no mesmo lugar, mal podia conter o nervosismo em migrar para uma região desconhecida e continuar seus estudos. Era claro só de ver os olhos dele — um mel doce e suave, como as abelhas que estavam dispostas a oferecer muito de si próprias.
Ralph era um adolescente repleto de sonhos como qualquer outro de sua idade, mas nem sempre a vida lhe deu a oportunidade de realiza-los.
Pelo menos não até agora.
Ao seu lado, em um dos bancos, estava apoiada uma espada de madeira, praticamente como se fosse uma pessoa. Era sua única companheira desde que aquela longa viagem exaustiva começara.
— Finalmente, aqui estamos. Mal posso acreditar, parece que passou tão rápido — murmurou com a voz baixa, não podendo conter a ansiedade.
Certa vez seu velho pai lhe contou que nunca se sabe quando um amigo aparecerá em nossas vidas. Sua mãe dizia que não os escolhemos; devia ser como cair de paraquedas perto deles — e os amigos verdadeiros eram aqueles que acabamos trombando no caminho. Afinal, como definir um amigo? Eles surgem de repente, preenchendo um pedaço que falta em nós? Desde pequeno lhe fora dito que quando encontrasse as peças certas, saberia. Chegou à conclusão de que amigos são aqueles que compartilham e adicionam pedaços uns dos outros, logo, alguém no mundo ainda tinha seu quebra-cabeça incompleto, e ele seria sua peça única, caso os encontrasse.
Rumava para a região de Century, uma das oito grandes províncias do Reino de Sellure. Vivera grande parte de sua vida em um vilarejo pequeno de zona rural, num lugarzinho perdido e de nome confuso, completamente esquecido. Havia acabado de deixar a casa de seus pais adotivos — e digamos que pais adotivos um tanto quanto especiais.
Ralph era um garoto comum, durante toda a vida cultivara memórias felizes e acolhedoras. Não tinha um passado triste ou melancólico, não precisava usar suas dificuldades como desculpa para ser forte. Diferente de qualquer outro ser humano, ele havia tido uma educação inusitada e completamente excêntrica:  havia sido criado por geckos, uma espécie de homens-lagartos. Absorvendo traços dessas criaturas, costumava fazer muito uso do instinto para resolver seus problemas no dia a dia, vivia pelo simples fluxo da natureza, não se importava com mordomias e muito menos com o que achavam dele. Aos poucos  aprendeu a agir como os humanos faziam, afinal, também era um, pelo menos em aparência.
Ralph era pego constantemente pensando em seu lar. Era o tesouro mais precioso que carregava em suas viagens; gostava dos campos verdes e dos grandes moinhos, e mesmo aquela viagem de trem já lhe apresentara uma visão maior do mundo do que toda sua infância. Ele certamente não era único. Só foi despertado de seus devaneios quando o trem tornou a oscilar sobre os trilhos desgastados. Devia ser bem velho, há quanto tempo estaria ali? Provavelmente mais do que ele, que acabava de completar quinze anos. Era a idade em que os adolescentes deixavam suas famílias para começarem os estudos avançados, servir sua nação era a mais grandiosa distinção concebível, uma vez que a existência de um rei nada mais era do que uma lenda antiga inalcançável para grande parte da população. Os tão aguardados quinze anos! Jovens de todos os lugares eram convidados a deixarem seus lares, por vontade própria ou não. O problema para muitos era a ideia de que poderiam não voltar mais.
Estava tão ansioso, sonhara com aquele momento a vida inteira, poderia ser a chance de descobrir de uma vez por todas a resposta da grande pergunta que o passado era incapaz de responder e o presente estava prestes a descobrir: "O que o futuro me reserva?"
Quando um velho de uniforme borrado passou ao seu lado, Ralph fez um aceno desengonçado com a mão apontando para a janela.
— Olá, caro senhor, pode dizer se já estamos chegando?
O velho lançou apenas um olhar rápido para o garoto, mas manteve-se em silêncio e continuou com sua faxina, como se não tivesse a permissão de falar com os visitantes. Porém, vendo que ninguém os observava, chamou-o com um assovio baixo.
— Estaremos na estação dentro de meia hora. Aproveite a paisagem, Century é uma das províncias mais antigas e exóticas de nosso belo Reino de Sellure.
— Que boa notícia, mal posso esperar para me inscrever e começar a treinar. Esperei por isso o ano todo, ou melhor, acho que toda a vida! — disse Ralph, contente. — Estou muito feliz! Acho que dá pra notar, não é?
— Estou vendo — o velho confirmou. Aquele garoto sorri bastante, pensou consigo mesmo. — Você irá servir o exército dos humanos, então? Vejo com frequência rostos como o seu — tornou a falar com a voz entristecida, agora, como se tivesse pena. Via jovens entrarem e saírem daquele trem todos os dias, mas sabia que dificilmente voltaria a vê-los.
O velho voltou a varrer os corredores do vagão. Ralph apoiou-se na parte traseira de seu assento e virou-se para ele para estender a conversa.
— Mas o que há de errado? Lutar por nosso mundo é importante. Desde muito novo eu sonhava em começar a minha aventura, enfrentar os vilões, ser um guerreiro honrado! Estou com total disposição para começar. Quero ajudar as pessoas como puder. Quero mudar o mundo.
— E o que você faria se descobrisse que na verdade a vida não é tão legal quanto parece? — o faxineiro respondeu num tom baixo, imaginando se por um instante não teria cometido um erro em destruir as esperanças de alguém tão jovem que ainda sonha com um mundo melhor.
Para sua surpresa, Ralph sorriu e fez um cumprimento com a cabeça.
— Eu a farei ser legal comigo.
O velhinho também sorriu e por fim retomou seu trabalho.

i

O tempo se arrastava vagarosamente, não havia absolutamente nada para se fazer no trem. Ninguém conversava, e poucos pareciam dispostos a fazer novas amizades naquele ambiente tão entediante. As respirações desmotivadas e os suspiros pesarosos denunciavam em sua grande maioria uma marcha rumo a um mundo sem retorno. Ralph só se lembrava de ter visto pessoas tão tristes no funeral de alguém que nem se lembrava de quem era. Olhava fixamente cada um ali presente, direto nos olhos. Tentava entender o que se passava em suas mentes, e às vezes conseguia. Alguns desviavam, outros fingiam que não era com eles. Uma garota que não parava de roer as unhas chegou até mesmo a se incomodar.
— O que você está olhando?
— Por que você está tão assustada? — Ralph perguntou de maneira mansa, era possível notar só pela forma como mexia as mãos e desejava tocá-la, procurando ajudar, interagir.
— Cuida da sua vida, garoto.
Ralph voltou a sentar-se e conformou-se com o silêncio. Tentou inventar um jogo rápido para passar o tempo, contaria quantas criaturas exóticas conseguia ver da janela, mas logo a brincadeira acabou, pois não havia mais tantas como antigamente.
Continuou observando tudo atento. Viu um rapaz terminar de beber um líquido de cor azulada e jogar a garrafa plástica no chão. O velho faxineiro recolhia o lixo quando uma reclamação lhe foi direcionada, como se houvesse a necessidade de resmungar:
— Vai demorar muito para essa lata velha chegar? Já estou ficando de saco cheio em ficar enfurnado aqui. Que demora! — disse alguém.
— Estamos indo para a Vila das Pérolas, um dos principais centros de recrutamento de Sellure. Paciência é uma virtude nos treinos que você fará parte.
— Não precisa lembrar, velhote. Já foi péssimo ter de deixar minha família e meus pertences em Helvetica. Por hora só quero sair desse lugar, não aguento esse cheiro de gecko impregnado nas poltronas, estão sentindo? — argumentou, chamando a atenção de Ralph que despertou seus instintos ao ouvir alguém falar “gecko”.
— Os assentos estão perfeitamente limpos, mas irei certificar-me de livrar o cheiro depois que vocês saírem — o velho falou num tom ríspido, que por sorte passou despercebido pelo rapaz que nem notou a ambiguidade da frase. — E agradeça por não haver nenhum gecko hoje no trem. Eles vêm com mais frequência do que imagina.
A conversa logo cessou, mas agora outras pessoas também comentavam sobre aquele assunto que despertara o interesse mútuo.
— Você ouviu? — uma moça comentou baixinho. — Há geckos por aqui também!
O jovem no banco de trás se pronunciou:
— Tomara que esses répteis façam uma passagem rápida pelo porto e não fiquem para bagunçar tudo como sempre fazem.
— Será que estão indo para a guerra? — disse outro, virando a cara para a janela. — Espero que de lá não voltem.
Ralph respirou fundo, constrangido. Os geckos sempre tiveram uma rixa intensa com os humanos: falavam e comunicavam-se com a mesma língua, e mesmo assim, não conseguiam se entender. Viviam debaixo do mesmo céu e nuvens, embora muitos se contrariassem como se fossem mais merecedores do que outros. Muitas guerras ocorreram por simples desentendimentos, mas qual espécie neste vasto mundo nunca se envolveu em conflitos por questões ideológicas?
As árvores agora passavam com velocidade por entre olhos atentos na janela. Ralph imaginava o que sentiria ao chegar em sua nova casa. Queria escrever uma carta para seus velhos pais, mas não era tão bom com palavras escritas quanto gostaria. Estava lidando com tantas coisas diferentes e inusitadas que precisaria sentar e contar uma longa história do que passara, embora ainda não tivesse nada realmente empolgante. Adorava inventá-las, e apesar de não escrever tão bem, gostaria que um dia todos o conhecessem por suas aventuras.
Uma última cambaleada e  precisou equilibrar-se em uma das paredes para não cair de seu banco. Pegou a espada de madeira caída no chão e olhou para os lados. O trem havia finalmente atravessado a fronteira de Century, como se cruzasse uma linha tênue imaginária. Já era possível ver a estação bem próxima do oceano, descendo a colina para enfim retomar seu caminho e desaparecer no horizonte.
Logo entraria com o pé direito em seu novo lar. Faltava muito pouco. Uma nova fase em sua vida teria início e ele ainda não sabia se estava preparado para aquela etapa tão importante.
Concluiu que nunca estaria. Mas teria de encará-la do mesmo jeito.

ii

O apito soou, todos se levantaram ainda desordenados. Ralph não escondeu um suspiro. Bem, minha vida antiga acaba agora!, pensou. Seu sorriso chegava de orelha a orelha, não importava onde estava ou quem estivesse por perto. Todos foram descendo, Ralph pegou sua espada de madeira e levantou-se para sair do trem, mas as pessoas o empurravam e disparavam em sua frente. Como era um bom rapaz, decidiu esperar e dar prioridade aos outros que pareciam tão apressados. Foi o último a descer por conta do ocorrido.
O faxineiro o chamou quando viu que mais ninguém estava no local.
— Ei, garoto. Não está esquecendo nada?
Ralph olhou para os lados, pensando se de fato esquecera alguma coisa.
— Hm? Ah, desculpa! Que falta de atenção a minha.
Ralph voltou e deu um forte abraço nele.
— Obrigado, meu senhor, por não me deixar esquecer.
Era aquilo que estava costumado a fazer quando ia para a escola e cumprimentava sua mãe, quando terminava de almoçar e agradecia a comida, quando simplesmente tinha vontade. A imagem de sua mãe lagarto com a voz enrugada era clara em sua mente sempre que perguntava: “Não está esquecendo de nada?”, e Ralph jamais se esquecia de abraçá-la e agradecer por tudo. Mesmo que não houvesse motivos para agradecer.
O velho continuou a encará-lo com uma feição estática de surpresa. Não sabia ao certo porque Ralph fizera aquilo ou como devolver a bondade, mas por algum motivo ficou feliz. Era o primeiro abraço que recebia em muito tempo.
Ele tinha esse estranho poder — contagiava as pessoas ao seu redor com felicidade. Transmitia o bem estar para aqueles a sua volta, até mesmo as pessoas mais frustradas não conseguiam esconder um sorriso ao seu lado, mas não confunda essa bondade com ingenuidade. Ralph sabia desse poder que carregava involuntariamente, e de todos os seus mistérios, aquele era um dos maiores.
— Bem, hmm, eu ia dizer que estava esquecendo sua mochila.
— Nossa, que cabeça a minha — respondeu com a mão na testa, agradecendo pelo lembrete.
Ralph pegou sua pequena mochila e foi embora. O velho o encarava, refletia, perguntava-se até quando um jovem inocente como ele conseguiria virar-se sozinho no mundo. A academia se provaria intensa e excessivamente severa, quando entrasse no exército sua situação não tendia a melhorar, e a vida não seria nem um pouco mais amigável; ao menos, as palavras o confortavam.
Cresça e torne-se grande, meu jovem; mas nunca deixe de pensar como você pensa hoje. Com o coração, garoto, com o coração.
Ralph acenou para ele de um jeito meio desengonçado, e o velho compreendeu que aquele garoto estava pronto para encarar a vida e o mundo.

  12 comentários:

  1. Opa! Eu disse que estaria aqui para conferir o primeiro capítulo desse seu novo projeto!

    Cara, eu me lembro da primeira vez que você mencionou sobre toda essa história do Ralph como um devaneio bobo da infância, e hoje eu vejo como você comprou a briga dessa história e amadureceu a ideia! O capítulo 1 ficou fantástico, e dele já deu pra tirar muito da personalidade do Ralph.

    Ele não é tão ingênuo quanto parece. Ele foi criado por geckos, criaturas que sabem muito bem como as coisas funcionam mundo afora. Ele é apenas um garoto bem resolvido na questão dos sentimentos. Não é do tipo que entra em ciclos de auto-destruição só porque não consegue compreender algo. Isso mostra que ele só tem cara de inocente mesmo, e o fato de ser um cara gentil reforça essa imagem. Mas por dentro dá pra perceber claramente que ele é psicologicamente forte.

    Eu curto muito cenas dentro de um trem. Não sei se essa realmente é a geografia de Sellure nessa região de Century, mas eu imaginei um cenário árido, vegetação de cactos e tal, como no velho oeste.

    Cara, parabéns por fazer uma boa história acontecer, e acredito que assim como eu todos os leitores aqui agradecem por você ter compartilhado um pouco dessa história com a gente antes do lançamento do livro.

    Fique tranquilo cara, que você vai achar uma editora que atenda bem as suas necessidades. Escrever um livro inteiro é uma tarefa árdua, e isso você já conseguiu. Tudo bem que publicá-lo pode ser tão difícil quanto, ou até mais, mas o momento agora é de paciência. Acumule os contratos e analise qual lhe agrada mais. Sei que você vai saber escolher a hora certa para tudo.

    E para todos os efeitos, sempre terá o apoio dos amigos.

    BROFIST!

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  2. Velho, toca aí, tu sabe como essa parada é importante pra mim! Obrigado por vir compartilhar um pouco de seus pensamentos com esse humilde vislumbre do que tenho a oferecer, ouvi poucas versões sobre o que as pessoas achavam do Ralph, mas todas foram muito diferenciadas; desde um rapaz bobo e inocente até um cara gentil, mas com uma percepção profunda sobre o mundo. E eu gostei de ver que essa foi a ideia que você sacou dele, não são muitos os trechos que deixo claro se ele é bobo ou se faz de bobo, entende? Existe um abismo entre os dois casos kkkkkk

    Obviamente, como chegamos a comentar, o Ralph absorveu uma parte muito boa de mim sem levar também a parte auto-destrutiva (até porque escorpianos adoram um draminha exagerado kkkkk) Ele é um cara gentil, pode ser que seja gentil com todos. Acredito que o Ralph carregue a impressão de um protagonista clássico que vemos nos animes, mas acompanhado de uma profundidade que só poderei explorar muitos capítulos adiante, ele age como quem não sabe de nada, mas sabemos como funciona a mente dessa galera que está só observando...

    Vou deixar que o cenário fique para a mente dos leitores, sou pouco descritivo, mas entrego o suficiente para que as imagens se formem na mente de cada um! kkkk O trem é um início clássico que dá essa fabulosa ideia de chegada e um novo começo, desde Harry Potter até A Menina que Roubava Livros, e eu não poderia perder a minha chance de trazer um pouco dessa sensação.

    Vou continuar me esforçando, ainda há uma longa estrada pela frente, mas fico feliz em poder contar com os amigos que me apoiam demais nesse projeto. Ser escritor é uma jornada solitária, mas o que me alegra é saber que no meu destino final terei vocês para me receberem! :) Brooooooofist, nigga!

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  3. O que dizer dessa história que mal começou e já considero pacas. Acho que faz tempo que não via personagens como o Ralph. Simples, gentil, "kawai desu" kkk.
    Enfim. Estou muito feliz por ver uma história que sem dúvida terá muito potencial com uma pessoa fantástica como autor. Lhe desejo muita boa sorte e que um dia possamos sentar num café e falar sobre nossos livros (assim que consiga terminar de escrever os meus, rs).
    Abraços e boa sorte da Jéssica (mas sempre serei Mary :3 )

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  4. Eterna Mary! Que para minha surpresa não era um apelido de Maria, Marina, Mariana ou qualquer outra coisa do gênero kkkkkk
    Sempre fui adepto aos inícios tranquilos e sem grandes revelações, nada de bombas explodindo para tentar prender a atenção do leitor, não gosto de fazer com que meus personagens saiam matando monstros e nem perseguições de criaturas do mal, sabe? Poxa, às vezes voltamos de um dia corrido e só queremos entrar em um universo que nos passe essa mesma tranquilidade, sabe? :)

    Obrigado pelos elogios, ainda amo poder ler e reler os comentários que vocês deixam nos blogs, nunca vou me cansar disso kkkkk E eu adoraria sentar-me um dia para discutir isso! Quem sabe em alguma livraria ou cafeteria em São Paulo, já consigo imaginar nós dois trocando autógrafos e tomando um starbucks numa tarde fria de inverno dessas kkkk Desejo a mesma sorte com seus projetos, venho tentando manter certa união com a galera da época dos blogs de Pokémon que hoje visa escrever livros ou iniciar projetos grandes, seria muito bacana se pudéssemos formar parcerias para que um estivesse auxiliando outro, uma parceria além da troca de botões, que fosse de resenhas e críticas à revisões e fanarts. Seria demais, não?

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  5. Que incrível >U< to adorando, altas tretas '.' Amo personagens que veem a vida pelo lado bom <3

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  6. Obrigado, companheiro! :) Quero explorar no Ralph um típico protagonista de jornada, é comum vermos esse estilo em animes e desenhos animados, mas ao mesmo tempo desejo apresentar uma concepção profunda sobre a vida, fracassos, sonhos e objetivos em meio à trama. Eu também adoro encontrar nesse tipo de personagem um alívio para a correria do dia a dia, alguém que consiga entregar um sorriso apesar de todas as dificuldades <3

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  7. Delicado, porém não fraco. Sublime, porém não inocente. Ralph nos revela o intimo de qualquer um que quer ser um grande individuo um dia, porém não esquece aquilo que aprendeu na infância. Parabéns pelo seu livro, você tem grande futuro e o apelo feito por Ralph nos prende a tudo aquilo que falta no mundo de hoje que é a bondade. A pedido de minha sobrinha estarei acompanhando a saga desse novo herói. Parabéns e assim que ler, comentarei os outros capítulos. Um abraço.

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    1. Muito obrigado pelas palavras, Renato! Agradeço também à Vanessa pela indicação. Um dos principais fatores que vou explorar é a infância, grande parte do conteúdo da história veio dessa época tão importante para mim, trarei lições que possam ser compreendidas e interpretadas de diversas maneiras e mensagens que ficarão marcadas mesmo depois que o livro voltar para a estante. Para mim tem sido muito importante contar com a opinião e comentários dos leitores aqui no blog, quando terminei o livro apenas duas pessoas muito próximas haviam lido a obra completa, e sempre que consigo apresentá-lo a mais alguém consigo melhorar um ponto a mais. Ainda está longe do perfeito, mas fiquei feliz em ver que consegui passar exatamente o que eu queria com o Ralph, meu querido protagonista que ainda compartilhará longas horas de histórias e aventuras. Até a próxima, e obrigado pela visita!

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  8. Gostei muito do primeiro capítulo,não foi aquela coisa parada que algumas histórias tem,mas também não ocorreu um avanço muito rápido,sinto que estava adequado ao meu gosto em relação a isso.

    Bem Canas,achei legal o fato do personagem ser meio simples aqui no começo,meio "avoado" digamos assim,mas eu acho isso legal pois dá mais liberdade de desenvolvimento ao indivíduo.

    Bem,também achei bom você falar brevemente sobre os Geckos e só explicar o básico sobre eles,pois também são seres que poderão ser melhor explorados no decorrer das aventuras por qual Ralph vai passar.

    Bem,é só e fui!

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    1. Bom revê-lo por essas bandas, Sir Naponielli! Também tenho preferências pelos inícios tranquilos, não suporto o bombardeamento de informações logo no começo lotando o texto com nomes de lugares, criaturas e espécies estranhas. Como você citou, costumo mencionar muito a existência dos Geckos ao mesmo tempo que mantenho um mistério sobre o que eles realmente são. Essas criaturas com semelhanças aos répteis vêm dos tempos em que eu ainda jogava RPGs e Zelda no velho Game Boy Color, e sofreram muitas mudanças com o passar dos anos, mas continuam sendo uma das raças mais fortes e influentes de meu reino, talvez tanto quanto os humanos!

      Com certeza, quero que o Ralph seja o mais simplório possível, ele não pode soltar bolas de fogo e nem voar (literalmente, hahah), mas adoro a ideia de que ele poderá crescer com muitos leitores da mesma maneira que cresceu comigo. É como você ter um filho que nunca envelhece, e mesmo com o passar dos anos ele estará aí para ensinar algo para futuras gerações :) Vai saber, né? Histórias vivem mais que autores! kkkkk

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  9. Olha só quem chegou! Atrasada pra caramba, não me mate, só xinga mesmo que ficamos numa boa HUASHUAS

    Yooo Canas... ( meu Deus, faz quanto tempo que eu não começo um comentário assim?)

    E estamos aqui, Sellure, o reino que vai badalar corações e emoções. E para falar a verdade, toda vez que leio esse capítulo, tudo é novidade pra mim. Das duas, uma: Perda de memória ou um capítulo incrível.

    Perda de memória não é porque eu tenho 18 anos. Então nos restou a segunda opção.
    Cara, você já sabe, mas o Ralph vai ser o tipo de personagem que vão fazer action figures e vai esgotar em uma semana. É o personagem que todos querem perto, nem que se for pra ficar abraçado... ( tipo eu HUASHUASUHASUH )

    O legal da ingenuidade do protagonista é que ele não é previsível, ele sempre vai te surpreender, até mesmo quando você sabe o que ele vai fazer, é uma caixinha de surpresas.
    Geckos são legais, pelo menos não são sapos, o que é um alívio para a minha fobia maluca -q

    Eu sempre gosto quando você faz esses pensamentos filosóficos que faz a gente parar o capítulo e pensar: "Tem um garoto de 15 anos ingênuo que tem uma mentalidade melhor que a minha. Eu sou um fracasso" kkk Mas brincadeiras a parte, o melhor de um livro é o que ele te traz além de uma linda história :33 E com certeza Matéria fará isso conosco.

    Parabéns Canas, e muito sucesso. E desculpa pelo atraso, mas agora estou aqui... E PEGANDO FOGO PARA COMENTAR ESSES CAPÍTULOS!
    Que Matéria seja pra você e para os leitores muito mais que um livro <3

    Até mais, abraços

    ~Star-chan

    PS: "Cresça, mas nunca se esqueça" - eu saquei a referência ^-^

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    Respostas
    1. THE QUEEN IS BACK! kkkkk Não se preocupe, não é só você que tem essa impressão de que é um capítulo novo sempre que o lê, toda vez que sento para revisá-lo eu mudo diversas partes, hoje já deve estar tão diferente que eu não saberia diferenciá-lo do antigo kk

      Nossa, quando eu ver o nosso menino nas prateleiras como uma incrível figure acho que eu choro de emoção... Isso está na minha lista de sonhos, fazer um personagem meu virar boneco! Camisetas, canecas, figures, filmes, mangás; não custa sonhar alto, né? Por enquanto ficamos com alguns imãs e chaveiros, já está bom por hora kkkk

      Hey, não vá se impressionar se qualquer dia desses o Ralph acordar e decidir que é um vilão :v Ele é muito imprevisível kkkk Ah, meus pensamentos filosóficos estão espalhados por toda parte, 99% das vezes eu penco mais para a zoeira, mas aquele 1% reflexão kkkkk Obrigado por estar aqui mais uma vez, senhorita Estrela. Ainda teremos muito o que conversar sobre o Matéria!

      PS: As referências estão em todo lugar! Boa sorte caçando os 17 easter eggs, isso se não tiver mais que nem eu percebi kkkkkkkkkk

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