quinta-feira, 23 de julho de 2015

Registrando meu Livro pela Primeira Vez


Diga aí, galera! Hoje venho compartilhar com os leitores a minha experiência em São Paulo para registrar o meu livro antes de começar a enviá-lo para editoras. Seguindo um tutorial bacana escrito pela Débora Santanna, que por sua vez também se inspirou em alguns vídeos da autora Karen Soarele, pude redigir esta postagem com o intuito de ajudar aqueles que também tiveram ou estão com dúvidas nesta etapa inicial de suas jornadas como autores.

O objetivo é o de justamente transmitir da melhor maneira possível as nossas experiências para que todos tenham facilidade em lidar com os imprevistos que aguardam nessa demanda. Aproveito para dizer que sou um iniciante como tantos outros, estou entrando nesse ramo agora, logo, estou aberto para sugestões e correções desde sempre! Tenham uma boa leitura.

PERGUNTA: Por que devo registrar o meu livro na Biblioteca Nacional?

O registro na BN deve ser feito, antes de mais nada, para você proteger todos os direitos de sua obra. Não seria legal ver alguém andando por aí e fazendo uso de algo seu, fica difícil comprovar quem está falando a verdade caso não haja nenhum registro. Provavelmente você já ouviu muitas histórias sobre ideias roubadas, principalmente por conta da tecnologia e a facilidade de acesso na internet hoje em dia. Assim como existem pessoas boas que querem te ajudar também existem as de má índole. Já pensou acontece de sua entrada ser negada em uma editora, e alguns meses depois eis que surge um best-seller exatamente com os mesmos traços que a sua obra? Não seria nada agradável mesmo... É sempre bom estar com uma perna atrás, ninguém quer levar um tombo daqueles quando menos se espera.

No meu caso, o principal motivo de registrar minha obra antes mesmo dela estar devidamente concluída, diagramada e revisada, era enviar para a editora Rocco, que só aceita originais registrados na Biblioteca Nacional. A primeira opção que eu tinha era mandar pelo correio, mas eu corria o risco de lidar com imprevistos e o fator tempo atrapalharia bastante, uma vez que a Rocco estipula prazos para o envio. Por conta disso  fui com a opção de registar meu livro diretamente em uma das sedes da BN, se houvesse algum problema eu poderia resolvê-lo na hora.

PERGUNTA: Eu preciso morar no Rio de Janeiro para registrar uma obra minha pessoalmente?

Parece uma pergunta boba, mas vou admitir que tive bastante dúvidas nesse sentido. O site da Biblioteca Nacional é cheio de informações e páginas a serem clicadas, você precisa gastar um tempo viajando por ele até encontrar tudo que deseja. As informações que eu me deparava só falavam da sede no Rio, e devido a tamanha preocupação e ansiedade minha, tive a impressão de que o único jeito que eu teria de registrar minha obra seria indo para o Rio de Janeiro.

Nada tema, companheiro de escrita! Existem diversas sedes e em vários estados no Brasil, são eles: Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco São Paulo e a sede no Rio de Janeiro. Para informações mais detalhadas, clique aqui.

Caso você opte por mandar via correio pode demorar até 90 dias para se ter uma resposta. No caso de editoras com prazo como a Rocco, esses 90 dias atrapalhariam bastante, não? Por conta disso eu decidi ir pessoalmente até um dos postos estaduais. Eu fiz o meu registro em São Paulo, na Funarte, Instituição de apoio e fomento à arte vinculada ao Ministério da Cultura.

PERGUNTA: Teve fila? Foi fácil de encontrar o lugar? Teve algum imprevisto no caminho?

Nem todo mundo está acostumado a andar por São Paulo, principalmente quem mora no interior e não está habituado à cidade grande. Onde eu moro fico a uma horinha da capital, então não tive tantos problemas neste aspecto da distância.

Fui numa quarta-feira de Julho e cheguei por volta do meio dia. Não havia fila alguma e pude entrar na hora. Foi fácil encontrar o lugar, principalmente tendo a Funarte como referência. O local para registro é dentro da própria Funarte. Meu único problema foi o estacionamento, tivemos que dar algumas voltas até encontrar um nas redondezas, mas nada preocupante.


PERGUNTA: Eu esqueci um documento. Perdi a viagem!

Acalme-se, jovem gafanhoto. Minha mãe disse que eu entrei em choque quando a moça da recepção falou que faltava uma coisa. Eu também esqueci um importante documento, que no caso seria o comprovante de residência, mas uma das mulheres que trabalhavam no local me aconselharam a só descer a rua até uma pequena lan house com internet. Lá pude ligar para um familiar e pedir que ele me enviasse o documento ao invés de eu voltar para minha cidade e perder completamente a chance de registrar o livro naquele dia. Você pode acessar qualquer coisa diretamente da internet, ou até retirar uma cópia do RG ou CPF.

É possível contornar os imprevistos, mas, obviamente, é bom que você esteja o mais preparado possível!

PERGUNTA: Meu livro ainda não está inteiramente terminado, o que eu faço?

Hm, aí está uma boa pergunta... Só poderei respondê-la baseado em minha experiência. Há quem aconselhe a ter paciência e só registrar seu original quando estiver tudo prontinho. No meu caso a experiência foi outra.

Minha história estava terminada, porém, não inteiramente revisada e nem diagramada. Ajeitei algumas coisinhas básicas aqui e ali e ficou por isso. Obviamente terei de fazer uma Averbação mais tarde, ou seja, uma atualização de minha obra.

Pude receber o comprovante de entrega na hora, permitindo que eu reunisse os devidos documentos e logo mandasse para a editora Rocco antes do prazo terminar. No caso da Rocco, ela não requer o envio imediato da obra, eles antes fazem uma análise da sinopse bem como 10 páginas de sua história a seu critério. É como se você tivesse uma ideia que ainda está apenas no brainstorm, só que precisa urgentemente que ela seja guardada e protegida enquanto você continua trabalhando nela. Fica a seu critério!

PERGUNTA: O que vou precisar levar?

Atente-se principalmente aos seguintes documentos:

ü Cópia do RG, CPFcomprovante de residência;
ü O GRU (taxa de R$ 20,00 para livros de pessoa física), pago e anexado ao comprovante;
ü Sua obra impressa, numerada e rubricada (sim, todas as folhas!);
ü Formulário da Biblioteca Nacional preenchido.


REGISTRANDO SUA OBRA NA BIBLIOTECA NACIONAL

Siga o passo-a-passo que a Débora Santanna fez e que muito me ajudou nessa viagem. Vou acrescentar apenas algumas coisinhas e comentar outras, é muito importante ouvir o máximo de opiniões possíveis. Para maiores esclarecimentos acesse o EDA da Biblioteca Nacional e siga em frente!

1º Passo - Prepare a sua Obra

Verifique todos pequenos critérios antes de registrar a sua obra. Quando levei a minha, a capa era como esta vista ao lado:

Não existe nenhum padrão ou norma de como sua capa deve ser feita, mas a minha foi dessa maneira e não reclamaram. Por conter mais de 400 páginas eu decidi encadernar, mas a moça da recepção falou que na realidade o livro devia ser avulso, sem encadernação, então atentem-se a isso!

Todas as páginas devem estar numeradas, e depois você deve rubricar uma por uma! (Rubricar não significa assinar, é apenas um visto rápido no canto da folha). E não se preocupe, não é uma tarefa que vai levar duas horas, é um pouco maçante mas você  vai estar tão ansioso que nem perceberá  tempo passar!

Diferente do que é dito em alguns lugares você não precisará pagar por página, os valores para registro são fixos e você confere uma lista completa clicando aqui.

2º Passo - Pague a GRU

GRU é a abreviação para Guia de Recolhimento da União. Clique aqui e gere um boleto, só precisa inserir seu nome, CPF e o valor de R$ 20,00.

O site vai gerar um boleto que você deve pagar no Banco do Brasil. Olha, nesta etapa ouvi de pessoas que quiseram pagar pela internet e outras que foram na boca do caixa, como eu. Eu preferi fazer o pagamento direto no banco para não ter desculpa do dinheiro não ter caído ou qualquer outro imprevisto que sempre acontece quando menos esperamos.
Leve o comprovante de pagamento, grampeado na guia já paga.

3º Passo - O Formulário

Você deve ter visto no site da Biblioteca Nacional que é preciso preencher um formulário. O Requerimento de Registro ou Averbação é um formulário que você deve completar e entregar junto com todo o resto. Clique aqui para imprimi-lo e preencha-o a mão.

Veja bem, é importante realçar o fato de que tenho mais de 18 anos, logo o processo foi diferente pois não foram necessários os documentos de um requerente para acompanhar. É tudo bem simples e prático, quando você vê o formulário a primeira vez chega a pensar que se trata de uma daquelas provas de matemática indecifráveis, mas há muito pouco a ser feito. Segue abaixo em vermelho as áreas que você terá de preencher caso você próprio vá fazer o registro. Não leva nem dez minutos, e não se trata de nenhum bicho de sete cabeças que vai continuar crescendo para te atormentar.

   

4º Passo - Enviando a Obra

Uma das informações que mais me ajudaram no post da Débora Santanna é que ela também queria enviar seu original para análise na Rocco. É como se nós dois desejássemos o mesmo objetivo, apenas em datas e lugares diferentes.

Você pode escolher entre enviar pelo correio ou pessoalmente. Se for mandar pelo correio só é permitido na sede do Rio, mas como eu fui pessoalmente, então segui para o endereço de São Paulo.

Entregar diretamente em um dos postos é recomendado porque assim você recebe o recibo que lhe permite já enviar para as editoras sem problemas. Outro fator muito importante é que caso haja alguma documentação faltando ou errada, eles já avisam. Dessa forma não seria necessário esperarr 90 dias para ter uma resposta negativa, certo?

Parabéns! Sua obra está registrada!

Mas não pense que sua aventura terminou, na verdade ela está apenas começando. É hora de enviarmos nossos originais para as editoras e torcermos pelo sucesso, afinal, se estamos enviando é porque temos certeza que estamos dando nosso melhor, e que o mundo nos receba!

ATENÇÃO: O modo e o sistema de fazer o seu pedido de registro ou averbação e serviços correlatos no EDA/BN sofrerão mudanças! Um novo software de registro do EDA entrará no ar em breve. Todos os usuários dos serviços EDA deverão fazer seus pedidos a partir do novo sistema a partir de sua implantação. O aplicativo via internet estará disponível online no site www.bn.br/eda e exigirá que o usuário se cadastre para realizar suas solicitações de serviço ao EDA/BN.


domingo, 19 de julho de 2015

Antes do Começo #02 - Auria ou Aleafar?

Um Pouco mais sobre Aleafar, a Princesa em Apuros
A Guerreira do Coração de Ferro

Minhas histórias sempre começavam com um clichê clássico: A mocinha é sequestrada por um temível vilão, o que leva um herói lendário a sair numa busca para resgatá-la.

Durante muito tempo as tramas giraram em torno disso. Salvar a garota/namorada/princesa que é sequestrada, no melhor estilo "sorry, but your princess is in another castle!" dando assim continuidade à jornada. Sempre acabo rindo quando releio meus gibis antigos e percebo que no meio de tantas desventuras meus personagens praticamente esqueciam o motivo principal pelo qual estavam ali, e acabavam se aventurando em algo maior. Era como se resgatar a princesa não fosse mais o objetivo principal e eles só estivessem se divertindo juntos. No final, inevitavelmente, sempre acabavam se unindo para derrotar o vilão (a princesa em apuros vinha de brinde). Seria tudo isto fruto de uma tremenda falha de roteiro, ou sou eu, que nunca apreciei essa ideia de minhas aventuras girarem em torno de uma dama em perigo?

Analisando com mais cuidado estes primeiros manuscritos, percebo que havia uma série de fatores curiosos sobre nossa principal protagonista do sexo feminino que valem a pena serem compartilhados.

A primeira personagem mulher que criei chamava-se Aleafar (percebam a leve semelhança com o nome Rafaela de trás para frente, só não me perguntem o motivo), e na realidade ela nunca foi uma princesa nem nada. Eu não usava princesas em minhas histórias, Aleafar era apenas uma garota comum que terminava raptada por um cara que não gostava dela e na realidade só fazia aquilo para chamar atenção do Ralph (masoque?). Pode ser que eu não gostasse de desenhá-la, então tinha de dar um chá de sumiço nela.

Aleafar, exatamente como Ralph, foi baseada em uma personagem da série The Legend of Zelda: Oracle of Ages, mais precisamente em Nayru. A primeira cena de meu gibi lembra muito o que rola no jogo; Nayru é raptada, bichinhos da floresta, tornado macabro e afins. É neste ponto onde Link — no caso de minhas histórias, Ralph  é levado na aventura que está prestes a se iniciar.

Gosto de acreditar que, com minha visão inocente do mundo na época, o principal fator que levava Ralph a ir atrás de Aleafar não era porque ele a achava bela ou desejava tê-la como prêmio  ela era sua amiga.
Cresci em um meio onde minhas irmãs assistiam filmes de princesas e brincavam de boneca. Elas eram meigas e delicadas... Logo cresci acreditando que mulheres deviam ser assim; doces, finas, bondosas e com alguém sempre disposto a protegê-las. Muito tempo passou até que eu percebesse a ilusão onde eu estava metido. Os tempos mudaram, ainda adoro as princesas da Disney, mas quem é que não se impressiona com a ousadia da Merida em Valente, ou no quanto Elsa conquistou o coração das pessoas ao redor do mundo em Frozen? Foi justamente essa transição que transformou completamente a Aleafar que conheceremos em Matéria.

Auria, mesmo anos depois de ter sido criada, ainda era uma personagem feminina clássica que usa arco-flecha e é sempre meiga e delicada. Seria por um medo do autor de que ela se ferisse? A personagem mudou drasticamente desde então, estou ansioso para que vocês a conheçam!
Minhas personagens femininas não precisam mais ser resgatadas do castelo, muito pelo contrário, hoje elas se destacam na trama, lutam, falam, fazem graça, apaixonam-se, erram, e não esperam que os homens venham salvá-las. Quem não adora uma boa guerreira, como a Mulher Maravilha? Tenho trabalhado em muitas fics e originais diferentes, buscando relatar todo o tipo de personalidades diferentes para as mulheres, e tenho me divertido muito. Elas se tornaram, de longe, as minhas favoritas em muitas ocasiões. Vejam a Tih, uma personagem que criei para minha fanfiction Aventuras em Sinnoh, alguns velhos leitores devem conhecê-la...

A doce Aleafar deixou de existir, dando espaço para Auria, uma das guerreiras mais fortes do Reino de Sellure. Ela abandonou o canto e o arco e flecha para entrar na linha de frente, liderar as pessoas, derrubar seus inimigos. De donzela em perigo ela tornou-se o braço direito de Ralph, e ainda consegue ser extremamente amável. Seriam elas a mesma pessoa, ou duas completamente diferentes?

Eu estou adorando trabalhar com a nova Auria. Ela é independente, mas também profundamente apaixonada e indecisa, é uma moça que vive cometendo erros e aprendendo com eles, ela precisa tornar-se mais forte e quebrar barreiras para que o mundo a aceite.

Imagino se as pessoas passarão a gostar da Auria, se as garotas vão querer se espelhar nela e os rapazes se encantarão por seu charme. O que houve com a pobre Aleafar lá do início, você diz? Acho que ela ficou presa na torre e preferiu esperar ao tentar dar um jeito de sair... Quando o reforço não vem, às vezes nós mesmos precisamos dar um jeito, não?

sábado, 4 de julho de 2015

Antes do Começo #01 - O Primeiro Ralph

Um Pouco mais sobre o Primeiro Ralph e sua Origem

O relato mais antigo que tenho de meus personagens e histórias é do dia 8 de Outubro de 2005. Sei que tenho outros rascunhos muito mais velhos, mas gosto de registrar essa data como a mais importante porque foi nela que eu percebi como adorava ouvir e contar histórias sobre heróis e suas aventuras.

Quando somos crianças dificilmente temos ideias incríveis vindas só de nossa mente ainda em construção. Vivemos de olho em tudo, aprendendo com tudo, e geralmente usamos referências de todos os lugares para demonstrarmos o quanto adoramos elas.

Nessa época eu devia estar jogando The Legend of Zelda: Oracle of Ages and Seasons, para Game Boy Color. E é engraçado pensar que eu nem sou um grande fã desses games, foi apenas uma época em que decidi terminá-los e acabei me apegando muito ao título. O nome Ralph vem de um dos próprios personagens recorrentes da trama de Ages, ele é como se fosse o melhor amigo e também protetor de Nayru, a deusa da sabedoria. Ele não era o protagonista da aventura, afinal, quem poderia competir com Link?

Por algum motivo eu sempre me identifiquei com esses personagens que dão o devido suporte ao protagonista, mas eu também gostava de pensar em como seria se eles fossem os verdadeiros heróis.




Pelo menos, uma coisa nunca mudou: O gosto pela aventura. Quando Ralph saía naquelas aventuras por um mundo ainda sem nome e com amigos estranhos que simplesmente eram jogados em seu caminho, percebo que minhas histórias de hoje em dia na verdade retratam a mesma trama de antigamente, só que com um olhar mais polido, mais adulto, e mesmo assim mantendo a essência deliciosa de quando se é novo, uma criança que simplesmente deseja sair de casa e se aventurar num lugar sem limitações, com espadas e magia, dragões e lagartixas gigantes.
Este mundo, que já mudou de nome tantas vezes, sempre vai ser um pequeno santuário particular meu.

Tendo acompanhado a criação deste personagem durante 10 anos, no começo nosso Ralph era apenas um Ralph de uma outra história. Hoje ele conseguiu criar a sua própria identidade. Tornou-se um Ralph inteiramente novo,

Assim como Doctor Who, onde apesar de todas as gerações de doutores serem a mesma pessoa, um ainda é completamente diferente do outro. Sei que o Ralph que vocês vão conhecer em meu livro será uma versão completamente transformada daquela que eu criei quando criança, mas talvez lá no fundo ele ainda carregue todos os traços do primeiro Ralph que existiu  crescido e maduro. Ele já não está apenas em busca de princesas aprisionadas em castelos, ele se aventura com elas; combate o mal com bondade e enfrenta os vilões não porque eles são vilões, mas porque sabe que eles colocarão em risco as pessoas que ama; carrega uma forma particular de compreender o mundo e, sinceramente, tem me feito enxergar as coisas ao meu redor de um jeito mais... inocente, puro, incrível.

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